quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Prévia - Bélgica

O GP da Bélgica é um dos mais tradicionais da história da Fórmula 1. É disputado desde 1950, faltando esporadicamente - apenas seis vezes - no campeonato. Já foi disputado em três pistas diferentes: Spa-Francorchamps, na maioria, Nivelles e Zolder.

Spa é a pista preferida pela maioria dos pilotos. Tem curvas desafiadoras, trechos de todos os tipos e é atualmente o mais longo do calendário, ultrapassando os 7km.

Vista aérea da pista belga
Dentre os vencedores, Michael Schumacher é o maior de todos. Seus primeiro triunfo foi lá, em 1992, na mesma pista onde estreara no ano anterior. Depois de 1991, foram mais cinco. Senna venceu cinco vezes, se aproveitando de sua habilidade na chuva. Emerson venceu o gp duas vezes, mas ambas em Nivelles.

Schumacher estréia na F1 pela Jordan, em 1991
Dos atuais pilotos, Raikkonen é o que se dá melhor na pista, vencendo três das últimas quatro edições. O curioso é que, dos pilotos em atividade, Kimi é o único a ter vencido em Spa. No ano passado, Massa - que não corre este ano - venceu, mas Kimi liderou toda a prova. Lewis foi quem terminou a prova em primeiro, depois da batida de Raikkonen, mas o inglês foi punido e Massa foi declarado vencedor.

Raikkonen aproveitando-se da rodada de Hamilton para assumir a ponta em 2009
Para este ano, as favoritas são as Red Bulls. Seus carros se adaptam melhor aos circuitos de alta velocidade pela aerodinâmica refinada de Adrian Newey. Porém a chuva normalmente é fator importantíssimo, o que pode embaralhar as coisas e colocar Brawn, McLaren e até Raikkonen na disputa.

domingo, 23 de agosto de 2009

Corrida - Europa

O que parecia mais uma esperança de Barrichello pela vitória, começou a tomar corpo com a divulgação que largaria quase 10 kg mais pesado que Hamilton e passou a se tornar realidade com a avaliação temerosa de Hamilton com relação ao ritmo que o brasileiro teria.

Na largada, a McLaren se valeu do KERS para despachar Barrichello, que manteve a terceira colocação. Raikkonen conseguiu pular para quarto, enquanto Button perdia algumas posições. Depois, ainda cairia para nono, ao ceder lugar para Webber, pois teria ultrapassado o australiano por fora da pista, ainda na primeira volta.

No primeiro trecho da prova, Hamilton aproveitou o menor peso para abrir distância de Barrichello e principalmente de seu companheiro Kovalainen. A diferença subiu até a casa dos 8s. Barrichello conseguiu uma aproximação do finlandês da McLaren no final do primeiro stint, o que lhe garantiu voltar entre as McLarens depois do primeiro pitstop do brasileiro, três voltas depois de Kovalainen.

As voltas rápidas de Barrichello antes da primeira parada foram importantes também para reduzir a distância para Hamilton. Quando os líderes se estabeleceram, Hamilton tinha menos de 4s de vantagem. Conseguira abrir vantagem até próximo de 5s, mas Barrichello conseguia conter o avanço do inglês. Foi quando Lewis começou a reclamar de seus pneus traseiros. O composto mais mole oferecia problemas de calibragem e Rubens, que poderia se aproveitar, começou a se queixar dos freios. Mesmo assim o brasileiro conseguia tirar a diferença gradualmente, até voltar ao patamar de 3,4s. Foi quando Lewis entrou nos boxes e a corrida definiu-se.

A McLaren cometeu um erro operacional e demorou para trazer o jogo de pneus que seriam colocados no carro. Com isso, Hamilton perdeu cerca de 4s, o que já seria suficiente para deixar Barrichello na ponta. Mas Rubens ainda conseguiu baixar o tempo da melhor volta da corrida por duas vezes antes de entrar nos pits, voltando com mais de 6s. de vantagem para o inglês.

Não foi só Hamilton que teve problemas nos boxes. Vettel teve que repetir sua primeira parada pois a bomba de reabastecimento falhou e, logo depois, abandonou com um problema de motor que pode custar uma punição no futuro. Webber perdia rendimento e se alojava em nono, para a felicidade de Button, apenas sétimo, mas no lucro.

No último stint, Barrichello apenas adminstrou a vantagem e rumou para sua décima vitória na F1 e a centésima dos pilotos brasileiros na história do certame. A emoção foi grande no pódio, como sempre nas vitórias do persistente brasileiro. Pódio que foi completado por Raikkonen, que conseguiu tomar a posição de Kovalainen, que ainda foi pressionado por Rosberg no final. Alonso, burocrático, foi o sexto, seguido por Button e Kubica.

Uma semana e teremos Spa. Pista boa para a Red Bull, mas a chuva sempre presente pode embaralhar as coisas.

sábado, 22 de agosto de 2009

Classificação - Europa

A julgar pelos resultados dos treinos livres, a classificação para o GP da Europa era uma incógnita.

A classificação começou com boa parte das atenções voltadas para o desempenho dos estreantes da temporada. Ao menos no Q1, o novato Romain Grosjean e o veterano Luca Badoer foram atentamente observados.

Grosjean ainda conseguiu ter mais alguns minutos de aparição, visto que conseguiu avançar ao Q2, fazendo uma primeira parte do treino razoável. Algo que não pode ser dito de Badoer, pífio em todas as suas voltas, sequer ameaçando o penúltimo colocado. Fechou a sessão a quase 1,5s do novato Alguersuari da Toro Rosso. Também ficaram no Q1, Fisichella, Nakajima e Trulli, ou seja, cinco equipes diferentes.

Também no Q2, cinco carros diferentes. Por apenas alguns milésimos, Heidfeld ficou com o 11° posto, seguido pelo ótimo desempenho de Sutil, Glock, Grosjean e Buemi. O franco-suiço da Renault fez um treino compatível com o desempenho que Piquet vinha tendo, o que não é ruim para uma estreia. Lá na frente, Barrichello fazia o melhor tempo do final de semana: 1min38s076.

No Q3, a pole parecia restrita à briga entre as McLarens e as Brawn. Mais especificamente Barrichello, porque Button não mostrou desempenho compatível com o brasileiro. Hamilton fez um ótimo tempo logo em sua primeira tentativa. Barrichello tentou batê-lo, fazendo apenas uma volta rápida e não conseguiu por pouco. Kovalainen ainda tentou e conseguiu colocar seu carro na primeira fila e, se não fosse um erro, teria feito a pole.

Amanhã, a vitória estará nas mãos da McLaren, pois com o KERS, devem manter a ponta na largada. Barrichello e Vettel tem lá suas chances, mas dependerão muito do quanto as McLaren conseguirão ser consistentes em ritmo de corrida.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Prévia - Europa

O GP da Europa foi uma maneira encontrada pela F1 na década de 80 para sediar duas corridas no território de um mesmo país. Dependendo da época, o gp é disputado num país,de acordo com os interesses comerciais da época.

O gp foi disputado em três países: Inglaterra, Alemanha e Espanha. Em terras britânicas, a etapa aconteceu duas vezes em Brands Hatch na década de 80 e uma vez em Donington Park, na célebre apresentação de Ayrton Senna, em 1993. Piquet ainda vencera em Brands Hatch em 1983, gp inaugural.

Senna supera Prost numa das maiores apresentações de um piloto na história
A corrida se tornou tradicional no circuito de Nurburgring durante o reinado de Schumacher, à partir da década de 90. E ele foi o piloto que capitalizou as vitórias, com cinco,em doze corridas disputadas na sua casa. Barrichello venceu também em solo alemão, em 2002.

Schumacher superando Alesi para vencer em 1995
Com a ascensão de Fernando Alonso, o gp se mudou para a Espanha no ano passado. Já havia sido disputado em Jerez de la Frontera em 1994 e 1997 e em Valência está sendo disputado em circuito de rua, tendo sido totalmente dominado por Felipe Massa em sua única edição, no ano passado.

Massa lidera Raikkonen em sua vitória dominante na pista velenciana, em 2009
Este ano, a corrida é uma incógnita. Com o crescimento da Mclaren e da Ferrari, o domínio da RBR nas últimas etapas e a queda da Brawn, que não pode ser descartada, pois,anda bem em circuito de rua, qualquer previsão é mero chute. Bom para a corrida, que apesar de ser disputada em um circuito travado, pode ter muitas variáveis, com mais de duas equipes brigando pela ponta.

Muitas mudanças

Depois da F1 passar quase dois anos sem substituir um piloto em meio a uma temporada, a mudanças vieram a granel nas duas últimas etapas. Por falta de desempenho, Sebastién Bourdais deu lugar ao jovem Jaime Alguersuari. Apesar de muito jovem e questionado por sua inexperiência com o monoposto da Toro Rosso, o piloto espanhol não decepcionou, sendo até consistente.

Na sequência, veio a demissão já esperada de Nelsinho Piquet. O próprio brasileiro anunciou que não correria mais pela Renault, mas o anúncio oficial demorou a vir pois o time francês estava mais preocupado com a suspensão que lhe fora imposta para o GP da Europa. Punição abrandada com uma multa, Romain Grosjean foi anunciado para a vaga do brasileiro.

A mudança de piloto mais importante foi a que ocorreu na Ferrari. O acidentado Massa daria lugar ao heptacampeão Michael Schumacher, num retorno que tomou todos os noticiários do mundo. Schumacher se esmerou nos treinos, mas percebeu que os problemas no pescoço decorrentes de uma queda de moto não eram tão simples. Com a desistência do alemão, Badoer assume sua grande chance na F1. Há quem aposte que Schumacher pilota em Monza, daqui três semana. Eu estou entre eles.

E hoje mais mudanças foram anunciadas, agora no regulamento para o mundial de 2010. Aumento no peso mínimo dos carros, com 620 kg, proibição do reabastecimento são duas importantes. Mas a mudança mais interessante está no treino de qualificação. Ele terá o mesmo formato, dividido em três partes, mantendo os dez que disputarão o Q3, ceifando oito pilotos em cada fase anterior. E no Q3, os carros andarão com o mínimo de combustível, devolvendo à F1 a sensação de que o pole é o piloto mais rápido em uma volta e não o piloto que largará mais leve devido à estratégia. As poles dos últimos anos não podem ser levada a sério nem pras estatísticas pois não refletem a realidade. Finalmente temos algo a agradecer a quem faz as regras.

sábado, 1 de agosto de 2009

Foto da semana

Ele está de volta

À bordo do modelo F2007, Schumacher faz o primeiro teste antes da volta às pistas para substituir Felipe Massa. Bem vindo, hepta!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O grid mais recheado de títulos

Ivan Capelli chamou a atenção em seu blog para o fato de que a dupla formada por Raikkonen e Schumacher em Valência será formada por dois campeões, fato que não ocorria desde 1989, com Senna e Prost na McLaren e, na Ferrari, desde 1953, com Farina e Ascari.

Mas o mais interessante de tudo isto é que teremos o grid com mais títulos de pilotos na história. Somados os 7 de Schumacher, com o bi de Alonso e os títulos de Raikkonen e Hamilton, temos 11.

Mais um motivo para celebrarmos a volta de Michael Schumacher à F1.

Quarta-feira bombástica

Primeiro a má notícia da saída da BMW da F1. a montadora alemã se prestou ao papelão de abandonar o barco covardemente ao primeiro projeto errado, que não trouxe resultados. E o que é mais triste nisso tudo é que a Sauber sempre foi uma equipe interessante, que começava a ter uma história na categoria quando foi comprada pela BMW. É o que diz Flavio Gomes em seu blog: Max Mosley está certo, não pode-se confiar nas montadoras no envolvimento esportivo. Quisera eu estar errado sobre a saída de equipes neste ano. Só imaginei que fosse Toyota ou Renault, quiçá Toro Rosso. Nunca cogitei a BMW.

Primeiro carro da Sauber. História da equipe se esvai por interesses econômicos
Mas toda a má impressão deixada pela montadora bávara pela manhã foi desfeita pelo anúncio de Schumacher como substituto de Massa enquanto o brasileiro se recupera. É a volta às pistas do maior piloto de todos os tempos. No mínimo vai causar o frisson que já está acontecendo. No máximo, engata ótimos resultados, dá seus shows, arranca alguma vitória e aposenta de vez Kimi Raikkonen. Espetacular para o final de ano, independente do desempenho. É um ídolo dos grande voltando. Apesar de termos tido boas disputas nos últimos anos, ninguém pode se comparar a Schumacher no que diz respeito ao status que o alemão traz de volta para a categoria. Bom para os amantes da categoria matarem as saudades, ainda que por pouco tempo.

Schumacher volta para substituir seu companheiro em 2006
Schumacher deve ficar o mês inteiro enfurnado na sede da Ferrari, treinando no simulador da equipe, aprendendo sobre o carro e treinando fisicamente. Quem não deve estar gostando nada é sua esposa, que já tinha o marido em casa depois de muito insistir para que ele parasse com as corridas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Corrida - Hungria

Um resultado surpreendente. E é até estranho considerar surpreendente uma McLaren vencendo, com uma Ferrari em segundo. Mas, em 2009, a vitória dominante de Hamilton pode até ser considerada uma zebra.

Na largada, somente Alonso não foi incomodado pelo KERS - foto: F1 Live
E a vitória começou logo na largada. Alonso, muito leve largou bem e sequer foi ameaçado, enquanto os carros com KERS - Hamilton, Raikkonen e Kovalainen - largaram bem, com o inglês pulando pra terceiro, quase conseguindo passar Webber e Raikkonen se alojando em quinto. Vettel, com uma péssima largada, caiu da primeira fila para o sétimo lugar.

Alonso perde roda após pit-stop, o que custou mais que sua corrida - foto: F1 Live
Alonso conseguia abrir uma boa diferença, auxiliado pela pressão que Webber sofria de Hamilton. Quando o inglês conseguiu a ultrapassagem sobre o australiano, Alonso já perdia rendimento e, ao fazer seu primeiro pit-stop, já era nítido que o espanhol não conseguiria lutar contra o ritmo do atual campeão. E nesse pit-stop a corrida de Alonso acabou. Uma porca solta na roda dianteira direita fez com que a mesma se soltasse, Alonso tivesse de voltar aos pits e logo depois abandonasse. A Renault foi punida com uma corrida de suspensão pelo acidente potencialmente perigoso, mas já entrou com recurso.

Hamilton faz linda ultrapassagem sobre Webber - foto: F1 Live
Nesse momento, Hamilton já abria uma boa diferença para Webber, a quem ultrapassara voltas antes numa linda manobra. O australiano ainda tinha uma pequena vantagem para Raikkonen. Mas a vantagem não foi suficiente para manter a posição no pit-stop simultâneo de ambos. A Red Bull cometeu um erro e Raikkonen acabou voltando à frente de Webber.

Hamilton parou logo depois e conseguiu uma vantagem muito grande nas voltas subsequentes. Vettel, que reclamava desde as primeiras voltas de seu spoiler dianteiro, começou a sofrer problemas em sequência e abandonou logo em seguida. Boa notícia para Button, que, em oitavo, pouco aparecia na prova. Era pressionado por Nakajima e Piquet, inclusive.

Quem fazia ótima prova era a dupla da Toyota. Os dois pilotos da equipe japonesa largaram em 12° e 14° e fizeram um primeiro stint muito longo, se aproveitando das paradas dos rivais para se alojarem nos pontos, definitivamente. Outro que vinha fazendo prova discreta, mas muito consistente era Roberg. O alemão esteve sempre entre os cinco primeiros e terminou em quarto.

Kovalainen foi o quinto na prova, seguido por Timo Glock e Jenson Button. Trulli foi o último a pontuar, muito pressionado por Nakajima e Barrichello no final.

Pódio incomum em 2009, com McLaren e Ferrari - foto: F1 Live
Numa corrida em que a Brawn prometia bater a Red Bull, o abandono de Vettel e Webber conseguindo apenas o 3° acabou sendo um alívio para Button. O inglês já deixa de ser o favorito ao título pela desvantagem técnica que a Red Bull apresenta no momento.

sábado, 25 de julho de 2009

Classificação - Hungria

A pole de Fernando Alonso, quase dois anos depois de sua última, ficou em segundo plano devido ao gravíssimo acidente de Felipe Massa no Q2 da classificação húngara.

Os três primeiros de um treino complicadíssimo - foto: F1 Live
No Q1, as disputas já foram intensas pois muitos pilotos andaram de pneus duros no começo e, com a melhora dramática dos tempos com pneus macios, houve grande modificação das posições no final da primeira parte. Rosberg foi quem cravou a melhor volta, com destaque para a boa volta de Piquet, que pulou de uma eliminação nos últimos segundos para um quinto posto. Eliminadas foram as duas BMWs, os carros da Force India e o estreante Alguersuari, que estreará largando em último.

Alonso leva a Renault novamente ao primeiro lugar no grid - foto: F1 Live
O Q2 transcorria normalmente até os últimos segundos e os pilotos vinham mudando de posição freneticamente. Alonso chegou a ser primeiro e terminou em nono, enquanto Nelsinho foi eliminado com o 15° lugar. Buemi foi eliminado nos últimos segundos, ficando em 11°, seguido por Trulli, Barrichello e Glock. E foi naqueles últimos segundos do Q2 que aconteceu o acidente de Massa.

Carro de Massa é recolhido após o grave acidente - foto: F1 Live
O brasileiro vinha para contornar a curva mais rápida do circuito magiar, quando foi alvejado por uma mola que se soltara do carro de Barrichello. A peça bateu no capacete, milímetros acima da viseira. O brasileiro perdeu a consciência, atravessou a grama na entrada da curva e bateu de frente na barreira de pneus, já bem mais lentamente. A apreensão foi grande durante os momentos sem informações e Felipe foi removido de helicóptero para um hospital. Barrichello, que esteve no centro médico do autódromo, veio até a imprensa e disse que Massa estava consciente, com um corte na testa e muito agitado. Ou seja, foi um pouco mais que um susto.

Massa é levado ao hospital para ser operado, sem gravidade - foto: F1 Live
Na última parte da sessão, a que definiria a pole, houveram muitas panes na cronometragem. Rosberg era o pole depois das primeiras tentativas dos pilotos, que continuavam fechando voltas, sem qualquer informação por parte dos tempos de volta, tampouco das posições. Os pilotos pararam seus carros no parque fechado e ainda assim nenhuma informação existia. Ninguém sabia quem era o pole, até que, já na pesagem, apareceu Bernie Ecclestone e apostou Alonso com o pole, Vettel em 2° e Webber em 3°. Uma classificação das mais confusas da história, com um acidente grave, falta de informações e resultados.

Pilotos tentam descobrir quem é o pole com a pane da cronometragem - foto: F1 Live
Na sequência dos três primeiros veio Hamilton, confirmando o bom momento da McLaren, Rosberg, Kovalainen, Raikkonen, Button, que deve estar preocupadíssimo com o campeonato e Nakajima. Massa, que estava habilitado a participar do Q3, não corre amanhã.

A corrida está nas mãos da RBR, que deve fazer dobradinha, visto que Alonso deve estar muito leve. Mas como o fim de semana está bizarro, não duvido que alguma surpresa possa acontecer. É a torcida de Button.

Duas em dois fins de semana??

Semana passada foi o garoto Henry Surtees quem teve a falta de sorte de sofrer um acidente na F2 numa fatalidade que é uma das poucas que os pilotos estão expostos hoje em dia. Um pneu se soltou de um carro que havia batido e foi direto em seu capacete, matando-o.

Surtees, de 18 anos, perde a vida ao ser atingido por pneu em Brands Hatch


A fatalidade é tão grande que o último acidente deste tipo que consigo me lembrar foi quando Cristiano da Matta atropelou um cervo em 2006 na pista de Road America e ficou em coma por muitos dias.

Neste fim de semana foi a vez de Felipe Massa sofrer um acidente parecido, exatamente uma semana depois da morte do jovem Surtees. Uma peça que se soltou de algum carro, provavelmente de Rubens Barrichello, bateu com força no capacete de Felipe, fazendo com que o brasileiro apagasse imediatamente e batesse, ainda que de forma leve, na barreira de pneus. A peça parece ter um peso razoável e a cabeça de Massa chega a sumir da imagem da câmera onboard com o impacto.

A telemetria mostra que Felipe, desacordado, acelera e freia até bater


A foto mostra o estado do capacete de Massa e um corte em seu rosto. Se a peça tivesse batido na viseira, alguns milímetros abaixo, o acidente seria fatal, com certeza.

Imagem forte mostra que a peça esteve a milímetros de entrar pela viseira
Resta agora buscar formas de aumentar a segurança, analisando tanto peças que podem vir a se soltar dos carros, como meios de proteger a cabeça dos pilotos quanto a este tipo de impacto.

Terceiro treino livre - Hungria

E pouco mudou no último treino livre para o GP da Hungria deste domingo. Novamente houve domínio por parte da McLaren, com Hamilton desta vez conseguindo impor quase quatro décimos sobre Heidfeld, que conseguiu uma boa segunda posição para a BMW.

Hamilton amplia o domínio da McLaren na Hungria - foto: F1 Live
O treino começou movimentado, com as Toyotas logo indo para a pista, seguidas por Rosberg e Alguersuari, precisando ganhar quilometragem. E foi Rosberg quem conseguiu se alojar na liderança por algum tempo.

Barrichello não conseguiu colocar a Brawn entre os dez primeiros - foto: F1 Live
Mas a liderança foi logo tomada pela dupla da Mclaren. Primeiro foi Kovalainen quem assumiu o primeiro posto, depois foi Hamilton, quando o treino se aproximava de sua metade. Alonso e Massa ainda conseguiram bater o tempo do inglês, que não parecia disposto a ceder o primeiro lugar, voltando prontamente à pista e garantindo o melhor tempo da manhã de sábado.

Rosberg já tinha assumido o segundo lugar, mas tinha uma desvantagem de meio segundo para Lewis. E foi aí que Heidfeld surpreendeu, fazendo o segundo melhor tempo. Kovalainen confirmou o rendimento da McLaren com o quarto posto e em quinto ficou Buemi, com a Toro Rosso renovada.

Nelsinho dá uma escapada. Situação do brasileiro é complicada - foto: F1 Live
De quinto a décimo, ficaram Glock, Massa, Nakajima, Webber e Vettel. As Brawns pouco apareceram, com Barrichello e Button em 13° e 17°, respectivamente. Nelsinho faz um mau final de semana, que parece ser o de sua despedida: foi o 14°.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Segundo treino livre - Hungria

E a McLaren confirmou o domínio da manhã fazendo uma dobradinha à tarde. Desta vez foi Hamilton quem colocou o time prateado na ponta, seguido de perto por seu compnaheiro que liderara o treino da manhã.

Hamilton liderou a dobradinha da McLaren à tarde - foto: F1 Live
Na segunda sessão os pilotos forçaram mais seus carros na busca do limite da pista magiar, o que se traduziu em muitas escapadas, corrigidas e rodadas. Felipe Massa e Lewis Hamilton estão entre os que mais passearam pelas áreas de escape na tarde ensolarada de Hungaroring, beirando os 30°C.

Rosberg não liderou, mas esteve sempre entre os primeiros - foto: F1 Live
Nelsinho Piquet, que vive à turras com Flavio Briatore e dá mostras de que esta será sua última corrida pela Renault, sentiu o gostinho de liderar os trabalhos, ainda no início da sessão. Mas aí veirem Rosberg e Kovalainen e logo o brasileiro ficou relegado ao terceiro lugar. Com aquele tempo, logo no início, o finlandês da McLaren conseguiu se alojar na primeira posição até o fim do treino da tarde.

Trulli teve problemas, encostou, voltou à pista e ainda foi oitavo - foto: F1 Live
Aliás, os cinco primeiros colocados do treino matutito se repetiram no vespertino. Hamilton conseguiu a primeira posição apenas no final, desbancando a dupla Heikki/nico que havia ficado com os dois primeiros lugares de manhã. Em quarto e quinto, novamente Webber e Nakajima e Vettel apareceu finalmente, na sexa posição, seguido de perto por Barrichello. Completaram os dez primeiros Trulli, que chegou a encostar com problemas no motor para depois voltar e andar rápido, Heidfeld e Glock. Button foi o 13°, fazendo stints longos, Piquet o 15° e Massa apenas o 18°.

Primeiro treino livre - Hungria

Ao contrário do que costuma acontecer, a sessão matutina que marcou o início do fim de semana da F1 na Hungria foi bastante movimentada. E quem surpreendeu pelo desempenho foi a McLaren, colocando seus carros em primeiro e terceiro, desta vez com Kovalainen na frente.

Kovalainen, vencedor em 2008, dominou o treino da manhã - foto: F1 Live
A sessão ficou marcada pela estreia de um piloto substituído após quase dois anos. O jovem espanhol Jaime Alguersuari baterá no domingo o recorde de precocidade num grid da F1, com seus 20 anos incompletos. Muito criticado pela imprensa especializada e pelos pilotos em geral, Alguersuari aproveitou o tempo do treino desde o início e foi o piloto que mais testou, com 42 voltas. Aos temerosos, mostrou regularidade no seu primeiro contato com um F1 numa pista de verdade ao não cometer nenhum erro, apesar de ter ficado em último. Seu parâmetro, Buemi, ficou em penúltimo, mostrando que a culpa não é do estreante.

Alguersuari debutou com um F1 numa pista de verdade - foto: F1 Live
O primeiro treino serve para limpar a pista que, com a baixíssima utilização durante o ano, é das mais sujas do calendário. Com isso, os tempo caem vertiginosamente durante a sessão. Felipe Massa chegou a ser líder quando os tempos começaram a baixar, a liderança mudou algumas vezes e Webber abaixou bastante o tempo e ficou com a liderança durante mais de meia hora.

Quando a sessão chegou a seus dez derradeiros minutos, as primeiras posições sofreram alterações. Primeiro Hamilton superou Webber, o que não durou muito, pois Rosberg estava disposto a retomar o domínio das sextas-feiras. Quando Nico, com o tempo de 1min22s337, parecia que não seria ameaçado, Kovalainen encaixou uma volta voadora e o superou por 0,059s, ficando com o primeiro lugar, sem mais ser ameaçado.

Webber se sobressaiu a Vettel mais uma vez - foto: F1 Live
O quinto colocado foi Nakajima, seguido por Trulli, Raikkonen, Massa, Alonso e Button, em décimo. Barrichello foi apenas o 13°, com o habitual tanque cheio da Brawn nos primeiros treinos e Piquet foi apenas o 17°.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Prévia - Hungria

Hungaroring é uma pista de baixa velocidade nos arredores de Budapeste que fez sua estréia na temporada de 1986 na F1 e de lá pra cá nunca foi unanimidade, nem entre os pilotos, muito menos entre os fãs da categoria.


Por ser de muito baixa velocidade, com uma curva atrás da outra, a pista não propicia corridas com muitas ultrapassagens, fazendo com que as corridas sejam monótonas, em sua maioria. Invariavelmente quem larga na primeira fila vence a corrida e a chuva não costuma aparecer - choveu apenas em 2006 - para quebrar essa previsibilidade.

O maior vencedor na pista magiar é Michael Schumacher, com quatro triunfos. O Brasil é bem sucedido na pista, com seis vitórias (três de Senna, duas de Piquet e uma de Barrichello).

Massa força ultrapassagem sobre Hamilton na largada do GP da Hungria de 2006
Entretanto, no ano passado, Felipe Massa sofreu uma das maiores decepções de sua carreira na F1. Depois de fazer uma largada incrível e superar o rival Lewis Hamilton, Felipe dominou toda a corrida e viu seu motor estourar a três voltas do final, dando a única vitória de Heikki Kovalainen.

A decepção de Massa ao perder a corrida do ano passado quando já estava ganha
Com as temperaturas mais altas que nas últimas provas e com curvas lentas, privilegiando o equilíbrio mecânico em detrimento da aerodinâmica, a Brawn deve voltar a fazer frente aos carros da Red Bull.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Foto da semana

Barrichello vira chacota

O domínio de Button sobre Barrichello, que terminou apenas uma corrida à frente do inglês, e a choradeira do brasileiro, derrota após derrota, suscita todo tipo de piadinhas.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pitbabes - Alemanha

domingo, 12 de julho de 2009

Corrida - Alemanha

Mais uma vez, depois de nove anos, o GP da Alemanha marcou a primeira vitória de um piloto, depois de mais de 100 corridas. Barrichello, que vencera sua primeira corrida na Alemanha em 2000 na sua corrida de número 123, foi superado por Mark Webber no mesmo país, com 130 provas na carreira.

Na largada, Barrichello pula na ponta - foto: F1 Live
E os dois protagonistas do início da corrida foram eles mesmos. Webber fez uma má largada e, na tentativa de espremer Barrichello no lado interno da pista, tocou no brasileiro de forma perigosa. Rubens conseguiu assumir a ponta mesmo assim e Hamilton, que pulava de quinto para segundo, acabou escapando e furando um pneu.

Hamilton fura pneu e perde uma volta logo no início - foto: F1 Live
A punição a Webber demorou algumas voltas a ser anunciada, o que deu tempo para os dois líderes abrirem muita vantagem pro segundo pelotão, formado por Kovalainen, Button, Massa e Vettel. Barrichello entrou nos boxes com a corrida nas mãos, no mesmo momento em que Webber pagava sua punição. E foi na volta à pista que Barrichello acabou perdendo a chance de brigar pela vitória. O brasileiro voltou atrás de Massa e não conseguiu ultrapassá-lo, perdendo cerca de um segundo por volta em relação ao ritmo que podia e precisava ter, por ter de fazer três paradas, contra duas de seus principais oponentes.

Button supera Massa no início da segunda volta - foto: F1 Live
Antes de Barrichello, Button com uma tática idêntica fora aos pits e vinha se recuperando com algumas ultrapassagens, porém sem um bom ritmo. Kovalainen também foi aos boxes e, quando Massa o fez, a equipe acabou perdendo tempo e o brasileiro acabou voltando atrás de Vettel. Barrichello não conseguia andar tão rápido, mesmo sem a presença de Felipe à frente e Webber logo se aproximou, mesmo com pneus de composto duro. Sutil foi o último dos ponteiros a ir aos pits e, na volta à pista, acabou com sua corrida ao dividir uma curva atabalhoadamente com Raikkonen e quebrar sua asa dianteira.

Sutil, que chegou a andar em segundo, acaba com sua corrida - foto: F1 Live
Button e Barrichello fizeram suas segundas paradas e Barrichello acabou perdendo tempo em seu reabastecimento. Neste momento, Rosberg já aparecia como candidato inclusive ao pódio, com uma tática de paradas mais longa que a dos rivais. Com pneus duros, os carros da Brawn passaram a andar num ritmo melhor, o que evidenciou um erro na escolha dos compostos.

Massa se defende de Vettel. Perderia a posição nos boxes, depois - foto: F1 Live

Daí por diante, as posições se estabilizaram e restava à Brawn fazer o último pitstop de seus pilotos. Ross Brawn chamou Barrichello primeiro, o que fez com que Button, que era mais rápido naquele momento, ganhar a posição do brasileiro e se garantir à frente de Alonso, que era o mais rápido na pista. Porém nenhum deles conseguiu chegar em Rosberg, quarto colocado naquele momento.

Sem ser incomodado, Webber rumou para a vitória, com Vettel conseguindo ter boa vantagem sobre Massa, terceiro. As Brawns terminaram em quinto e sexto, com Barrichello sofrendo pressão de Alonso em sétimo. Kovalainen ainda garantiu um ponto para a McLaren. Piquet foi o 13°, prejudicado por uma péssima largada.

Webber, Vettel e Massa no pódio - foto: F1 Live
A Brawn parece sem chances contra a Red Bull quando as temperatura é baixa. A esperança de Button está na próxima corrida, numa Hungria que normalmente é escaldante. Se a Red Bull levar vantagem por lá, Button pode dar adeus ao título.

sábado, 11 de julho de 2009

Grandes corridas da Formula 1

GP da Europa de 1999

Há dez temporada atrás, Nürburgring via uma corrida das mais movimentadas. Àquela altura, estava sendo disputada o 14° gp da temporada, o GP da Europa. O campeonato permanecia disputadíssimo entre Irvine, que liderava a Ferrari devido à quebra da perna de Schumacher em Silverstone e Hakkinen, principalmente. Coulthard e Frentzen corriam por fora, ainda com reais chances.

Já a classificação teve boas doses de emoção. A pista permaneceu molhada durante boa parte do tempo e foi secando gradualmente no final. Os tempos baixavam a cada minuto e a Jordan fez uma estratégia perfeita, trocando os pneus do alemão e reabastecendo sua Jordan como num pitstop de corrida, dando tempo para Frentzen abrir sua última volta rápida instantes antes do cronômetro zerar e garantindo a segunda pole da história da Jordan e a primeira de um motor Mugen-Honda devido ao piso quase seco naqueles instantes.

Coletiva de imprensa com os três primeiros no grid de largada
Logo na largada, uma confusão nas posições de Zanardi e Gené no fim do grid fez com que a direção de prova abortasse a partida no apagar das luzes causando largada falsa de diversos pilotos. Na segunda largada, Hakkinen que partia da segunda fila, ultrapassou Coulthard e se posicionou atrás de Frentzen. Porém, o safety-car foi logo acionado pelo capotamento do carro de Pedro Diniz, tocado por Wurz. O capotamento causou a quebra do santantônio da Sauber do brasileiro, o que causou apreensão pelo seu pescoço e cabeça. Felizmente o colar de proteção lateral foi suficiente para protegê-lo no cockpit.

Pavoroso acidente de Diniz na largada. Felizmente o piloto saiu ileso
Ao início da sexta volta, a bandeira verde foi agitada e os quatro primeiros colocados permaneceram juntos nas voltas seguintes, embora ninguém conseguisse fazer um ataque efetivo. Mais atrás, o rival de Hakkinen na disputa pelo título, Eddie Irvine, vinha se recuperando de uma má nona posição no grid. Ultrapassou Trulli e Fisichella - não sem antes sofrer bastante atrás do piloto da Benetton - depois da saída do carro de segurança e já era o quinto colocado, embora longe dos quatro líderes. Nesse meio tempo, um acidente rocambolesco entre Zanardi, Takagi e Zonta na entrada da reta acabou tirando o italiano da prova.

Perseguição de Irvine a Fisichella nas primeiras voltas
E foi na abertura do 18° giro que as primeiras gotas de chuva que mudariam a corrida começaram a cair. E o primeiro a se beneficiar da pista úmida foi Ralf Schumacher. Por duas vezes o alemão tentou a ultrapassagem sobre Coulthard na entrada da reta e acabou concluindo a manobra na primeira curva, na segunda tentativa. Fisichella acabou dando uma escapada, enquanto o líder conseguia abrir uma boa distância sobre Hakkinen.

Líderes nas primeiras voltas, separados por menos de dois segundos
Na volta 20, a chuva apertou na região do paddock e Hakkinen entrou nos boxes para colocar pneus de piso molhado. Os outros líderes permaneceram na pista, mesmo sofrendo para controlar o carro naquele trecho da pista, o que se mostrou como sendo a decisão mais acertada.

Na volta seguinte Irvine entrou nos pits para fazer sua primeira parada programada. Porém o irlandês sofreu com um contratempo da Ferrari para encontrar seu pneu traseiro esquerdo: seu companheiro Salo entrara nos pits momentos antes e a equipe não teve tempo hábil para se preparar para Irvine, que acabou perdendo um tempo precioso. Entretanto, seu adversário Hakkinen vinha sofrendo com a escolha errada de pneus e Irvine logo o alcançou e ultrapassou, sem dificuldade. O problema é que com os problemas, eles brigavam pelo 11° lugar naquele momento. Não tardou para que o finlandês voltasse aos boxes para colocar pneus de pista seca. Era a volta 26 naquela altura e o finlandês já tinha perdido uma volta.

Hakkinen, com os pneus errados, não resiste à pressão de Irvine
Ralf Schumacher, que já pressionava Frentzen pela liderança, foi aos boxes antes de ter 30 voltas completadas, o que evidenciava duas paradas por parte do alemão. A briga pela liderança ficava agora entre Frentzen e Coulthard. Era a posição perfeita para equilibrar o campeonato entre quatro pilotos a duas provas do final. O escocês, com a pista quase seca, passou a ser o mais rápido, inclusive induzindo Frentzen a erros. Quando a prova chegou em sua metade, a briga entre os dois acabou. Tudo porque, na saída do pitstop simultâneo de ambos, a Jordan do alemão apagou na chicane do fim da reta e ele teve de abandonar, deixando o caminho livre para o escocês.

Coulthard parte pra cima de Frentzen antes do pitstop de ambos
Coulthard se aproveitou da vantagem que tinha sobre Ralf nas voltas seguintes e parecia ter a corrida sob controle. Entretanto a chuva apertou novamente e o escocês escapou da pista e teve de abandonar. A liderança estava finalmente nas mãos do Schumacher mais jovem, que já tinha mais de 19s de vantagem para Fisichella. Nesse momento, Herbert era o terceiro, com pneus para pista molhada e se aproximando rapidamente do italiano. Herbert fizera sua única parada voltas antes e tinha combustível para ir até o final da prova.

Irvine decidiu pelos pneus de pista molhada quando já se aproximava dos pontos, enquanto Fisichella escapava da pista, mas conseguia voltar ainda em segundo. As condições de tempo mudavam a cada instante e a tensão era clara nos integrantes do pit wall.

Ralf resistiu bem aos momentos de chuva mais forte e, quando a pista já secava novamente, fez sua segunda parada, voltando atrás de Fisichella e Herbert, embora muito próximo dos dois. Caso a chuva não voltasse, Ralf, que não tinha cometido qualquer erro, tinha muita chance de vitória, pois os dois líderes teriam que parar novamente nos boxes.

Fisichella começava a abrir vantagem sobre Ralf Schumacher, já que Herbert voltara aos pits por pneus de pista seca. Porém o italiano escapo pela segunda vez no mesmo ponto, não conseguindo voltar mais à pista. Nunca a corrida esteve tão nas mãos de Ralf Schumacher. Mas a liderança do piloto da casa não durou meia volta: um estouro de pneu o fez despencar na classificação, com um pitstop extra. Uma injusta punição ao até então impecável piloto da Williams.

Herbert se beneficiou dos problemas com os líderes pra assumir a ponta
Herbert liderava novamente. Irvine visitava a zona de pontuação por instantes, mas tinha que fazer mais um pitstop devido à pista seca. A corrida se tornava uma loucura definitivamente e a classificação mudava a todo instante. Faltavam 15 voltas para o encerramento da prova e tínhamos uma Minardi em quarto, com Badoer e uma BAR, com Villeneuve, em sexto. Hakkinen e era o nono e pressionava o líder Herbert para recuperar a volta perdida. Quem completava o pódio? Trulli, um conhecedor da pista alemã, em segundo e Barrichello, com a segunda Stewart-Ford, em terceiro.

Badoer abandona no final e perde o que seriam seus únicos pontos na F1
A cena mais triste da corrida ocorria com o abandono e o choro de Luca Badoer. O italiano, piloto de testes da Ferrari, faria seus primeiros pontos na F1 e os primeiros da Minardi em dois anos. Porém, com o abandono do italiano, a outra Minardi entrava nos pontos, com Gené em sexto.

Gené se beneficiou do abandono do parceiro para pontuar com a Minardi
A pista estava seca e os erros cessaram. As disputas passaram a ser entre Trulli e Barrichello, pelo segunda posição e entre Irvine e Hakkinen pela sétima e depois sexta, com o abandono de Villeneuve. A pressão de Hakkinen era imensa e Irvine não resistiu,escapando na chicane detrás dos boxes, deixando o finlandês livre para atacar Gené e conquistar ainda a quinta posição e dois importantíssimos pontos.

Barrichello lutou de todas as formas para ultrapassar Trulli, mas o piloto da Prost foi perfeito na defesa e as posições não se alteraram. Herbert vencia sua terceira corrida e a primeira da Stewart, que se tornaria Jaguar no ano seguinte. Trulli foi o segundo, seguido de Barrichello, Ralf, Hakkinen e Gené.

Barrichello luta muito, mas não consegue ultrapassar Trulli
A corrida foi das mais movimentadas dos últimos anos, com mudanças de tempo e posições o tempo todo, inclusive com seis pilotos - Frentzen, Hakkinen, Coulthard, Ralf, Fisichella e Herbert - com chances reais de vitória.

Sir Jack Stewart comemora a única vitória de seu time na F1


Melhores momentos da corrida, em inglês

Classificação - Alemanha

A classificação do GP da Alemanha foi a mais emocionante até aqui na temporada, com o piso se alternando entre seco e molhado, Mark Webber fez a primeira pole de sua carreira.

Webber foi o piloto que mais demorou a conquistar uma pole: 130 gps - foto: F1 Live
No Q1, os carros começaram a ir pra pista logo com o sinal verde acionado no pit lane. A maioria foi, inclusive, com pneus macios para a pista.

Hamilton logo conseguiu se colocar em primeiro e parecia que poderia manter seu domínio desde a tarde de ontem. Mas logo apareceu Webber e tomou a ponta. Vettel permaneceu entre os primeiros, embora tenha sido o único a usar os pneus duros, seguro que estava do desempenho de seu carro. E uma garoa leve caiu e acabou ceifando Kubica e Glock, que não conseguiram registrar voltas rápidas logo no início. Os outros eliminados foram as duas Toros, acompanhados de Fisichella.

A segunda parte começou com garoa e todos os pilotos saíram logo para a pista. Na volta de aquecimento de pneus Massa e Nakajima rodaram e todos voltaram aos boxes para colocarem pneus intermediários. Os tempos, altos, mudavam a cada segundo, até que Rubens Barrichello, que mal tinha aparecido até então, foi mostrado na transmissão com pneus slicks macios. O brasileiro logo fez um tempo 3,5s mais rápido que todos, que desesperadamente, se espelhando nele, voltaram aos boxes para trocarem os pneus.

Nelsinho conseguiu o segundo tempo, Sutil o terceiro e os outros vinham melhorando, até que a chuva fraca voltou. Alonso rodou, Raikkonen escapou e, no final, muita gente ainda conseguiu melhorar. Alguns ainda se garantiram no Q3 com a volta que deram com pneus intemediários, como Massa e Raikkonen. Button, Hamilton e Kovalainen se garantiram no final.

Piquet bateu Alonso pela primeira vez em seu primeiro Q3 no ano - foto: F1 Live
Os eliminados foram Heidfeld, que largará em 11°, seguido de Alonso, Nakajima, Trulli e Rosberg. Piquet, pela primeira vez na F1, bateu Alonso numa classificação. E Sutil levou a Force India pela primeira vez a um Q3.

Sutil foi um dos grandes destaques, levando a Force India ao Q3 - foto: F1 Live
O Q3 começou com a pista já totalmente seca e as Brawns foram as primeiras a ir pra pista, juntamente com Vettel. Barrichello foi o primeiro a completar volta rápida, enquanto Button abortou a sua para ir aos boxes e mudar a estratégia.

Barrichello usou a experiência para largar na primeira fila - foto: F1 Live
Na volta à pista, a briga ficou entre Hamilton e Button por alguns instantes. Até que apareceram as Red Bulls, assumindo a ponta com Webber e o segundo lugar com Vettel. Com voltas abertas nos últimos segundos, Barrichello e Button conseguiram se colocar entre as RBRs, com Barrichello garantindo a primeira fila. Hamilton foi o quinto, seguido por seu companheiro Kovalainen, o impressionante Sutil, as duas Ferraris, com Massa à frente e Piquet.

Webber se prepara para deixar os pits em sua última tentativa - foto: F1 Live
Amanhã a corrida é das mais imprevisíveis. A chuva deve cair em algum momento e Barrichello passa a ter muito chance pois mostrou que ninguém como ele consegue ler as condições de pista, quando elas mudam rapidamente. As RBRs ainda são as favoritas,mas até Hamilton merece ser observado.