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quarta-feira, 29 de julho de 2009

O grid mais recheado de títulos

Ivan Capelli chamou a atenção em seu blog para o fato de que a dupla formada por Raikkonen e Schumacher em Valência será formada por dois campeões, fato que não ocorria desde 1989, com Senna e Prost na McLaren e, na Ferrari, desde 1953, com Farina e Ascari.

Mas o mais interessante de tudo isto é que teremos o grid com mais títulos de pilotos na história. Somados os 7 de Schumacher, com o bi de Alonso e os títulos de Raikkonen e Hamilton, temos 11.

Mais um motivo para celebrarmos a volta de Michael Schumacher à F1.

sábado, 25 de julho de 2009

Classificação - Hungria

A pole de Fernando Alonso, quase dois anos depois de sua última, ficou em segundo plano devido ao gravíssimo acidente de Felipe Massa no Q2 da classificação húngara.

Os três primeiros de um treino complicadíssimo - foto: F1 Live
No Q1, as disputas já foram intensas pois muitos pilotos andaram de pneus duros no começo e, com a melhora dramática dos tempos com pneus macios, houve grande modificação das posições no final da primeira parte. Rosberg foi quem cravou a melhor volta, com destaque para a boa volta de Piquet, que pulou de uma eliminação nos últimos segundos para um quinto posto. Eliminadas foram as duas BMWs, os carros da Force India e o estreante Alguersuari, que estreará largando em último.

Alonso leva a Renault novamente ao primeiro lugar no grid - foto: F1 Live
O Q2 transcorria normalmente até os últimos segundos e os pilotos vinham mudando de posição freneticamente. Alonso chegou a ser primeiro e terminou em nono, enquanto Nelsinho foi eliminado com o 15° lugar. Buemi foi eliminado nos últimos segundos, ficando em 11°, seguido por Trulli, Barrichello e Glock. E foi naqueles últimos segundos do Q2 que aconteceu o acidente de Massa.

Carro de Massa é recolhido após o grave acidente - foto: F1 Live
O brasileiro vinha para contornar a curva mais rápida do circuito magiar, quando foi alvejado por uma mola que se soltara do carro de Barrichello. A peça bateu no capacete, milímetros acima da viseira. O brasileiro perdeu a consciência, atravessou a grama na entrada da curva e bateu de frente na barreira de pneus, já bem mais lentamente. A apreensão foi grande durante os momentos sem informações e Felipe foi removido de helicóptero para um hospital. Barrichello, que esteve no centro médico do autódromo, veio até a imprensa e disse que Massa estava consciente, com um corte na testa e muito agitado. Ou seja, foi um pouco mais que um susto.

Massa é levado ao hospital para ser operado, sem gravidade - foto: F1 Live
Na última parte da sessão, a que definiria a pole, houveram muitas panes na cronometragem. Rosberg era o pole depois das primeiras tentativas dos pilotos, que continuavam fechando voltas, sem qualquer informação por parte dos tempos de volta, tampouco das posições. Os pilotos pararam seus carros no parque fechado e ainda assim nenhuma informação existia. Ninguém sabia quem era o pole, até que, já na pesagem, apareceu Bernie Ecclestone e apostou Alonso com o pole, Vettel em 2° e Webber em 3°. Uma classificação das mais confusas da história, com um acidente grave, falta de informações e resultados.

Pilotos tentam descobrir quem é o pole com a pane da cronometragem - foto: F1 Live
Na sequência dos três primeiros veio Hamilton, confirmando o bom momento da McLaren, Rosberg, Kovalainen, Raikkonen, Button, que deve estar preocupadíssimo com o campeonato e Nakajima. Massa, que estava habilitado a participar do Q3, não corre amanhã.

A corrida está nas mãos da RBR, que deve fazer dobradinha, visto que Alonso deve estar muito leve. Mas como o fim de semana está bizarro, não duvido que alguma surpresa possa acontecer. É a torcida de Button.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Prévia - Alemanha

O GP da Alemanha, que este ano será disputado em Nürburgring, já foi disputado também em outras duas pistas: a famosa Hockenheimring e a pouco conhecida Avus, que sediou apenas um GP, em 1959.

Nürburgring, palco do GP da Alemanha depois de 23 anos
Nos últimos anos, tanto Hockenheim, quanto Nürburg coexistiram no mundial de F1. Entretanto, apenas uma detinha o título de GP da Alemanha. Nürburgring normalmente sediava o GP da Europa e por dois anos o GP de Luxemburgo. Agora, com a entrada de novas pistas no calendário, o GP da Alemanha vem sendo revezado entre as duas principais pistas teutônicas que têm como seu maior vencedor Michael Schumacher, com 10 vitórias.

Com o revezamento, o GP de 2008 foi disputado na pista de Hockenheim e vencida pelo inglês Lewis Hamilton, que dominou todo o final de semana. Mas a vitória não foi tão fácil. Um safety car, aliado a uma falha de estratégia da equipe McLaren, acabou jogando Hamilton para a quarta posição na corrida e, numa sensacional recuperação na últimas voltas, ultrapassou Felipe Massa e Nelsinho Piquet para vencer a corrida de forma espetacular. Corrida que teve um pódio com dois brasileiros depois de quase duas décadas.

Nürburgring sediou o GP da Alemanha por 22 vezes entre 1951 e 1976 numa pista que pouco se assemelha com a atual. Era o temido Nordschleife, de mais de 20 km e mais de uma centena de curvas. A pista ainda existe e ainda é usada em algumas provas. Nesses 22 gps, podem-se destacar o de 1957, vencido de forma inacreditável por Fangio e o de 1976, em que Lauda quase perdeu a vida envolto em chamas e que fez o "inferno verde" deixar o calendário definitivamente.

Hamilton sendo polemicamente içado de volta à prova de 2007
Em Nürburgring, a última corrida ocorreu em 2007. Já era o GP da Alemanha, mas aconteceu com o nome de GP da Europa por questões comerciais. A corrida aconteceu sob muita chuva, que caiu no final da primeira volta e causou bizarrices como a liderança de Markus Winkelhock em seu único gp pela Spyker, Lewis Hamilton sendo içado de volta à pista por um trator após rodar e ficar na caixa de brita e o safety car arrancando para escapar da batida de Vitantonio Liuzzi. Depois da interrupção por bandeira vermelha, a corrida decorreu sob o domínio de Felipe Massa com a pista secando gradualmente, mas no final a chuva voltou e Alonso se aproveitou da situação para ultrapassar o brasileiro, não sem antes haver um toque entre eles, que causou uma discussão ríspida entre os dois a caminho do pódio.

Massa sendo atacado por Alonso na briga que definiu a vitória em 2007
A corrida de domingo deve ser bastante disputada entre Brawns e Red Bulls. A Red Bull perde parte da vantagem que teve na Inglaterra pela temperatura mais alta e pelas curvas mais lentas da pista alemã, mas ainda deve estar ao menos no mesmo nível da equipe de Ross Brawn. E há sempre a possibilidade de chuva, que cai repentinamente e em pontos isolados.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Começa a temporada de especulações

Depois do término da novela do racha da F1, o mais natural seria o início das especulações do mercado de pilotos. E não demorou muito para o velho assunto do destino do bicampeão Fernando Alonso vir à tona.

O espanhol, através da imprensa espanhola, foi especulado mais uma vez na Ferrari em 2010. Alonso já declarou mais de uma vez que sonha em pilotar pelo time de Maranello. E nunca esteve tão perto disso. Com o mau desempenho da equipe neste ano, nada mais natural que a contratação de um piloto como Alonso para dar um fôlego novo ao time, isso sem contar o poder de desenvolvimento que o asturiano daria à equipe.

Alonso na Ferrari em 2010? Nunca esteve tão próximo.
Mais um motivo para que as especulações ganhem força é o desempenho fraco - principalmente pela falta de comprometimento - de Kimi Raikkonen. O finlandês não dá mostras de querer se esforçar para elevar o nível do time, apesar de mostrar alguma velocidade. Massa tem mais tranquilidade quanto ao seu emprego. Os italianos gostam de seu estilo aguerrido e comprometido com a equipe, que tem lhe rendido pontos no campeonato, apesar de não ter sido tão rápido quanto seu companheiro.

Kimi mais preocupado com seu picolé que com a continuação da corrida - reprodução TV
As especulações ainda vão longe. E "Alonso na Ferrari" é só a primeira delas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A 300 por hora ao lado de Alonso

O texto é de 2007, mas dá bem a dimensão do que é sentar ao lado de um bicampeão mundial de F1 num simples carro de rua. Simples não, era uma Mercedes SLR, que não é pouca coisa, no circuito de Goodwood, um dos mais tradicionais da Inglaterra.

De Manel Serras
Em Goodwood (Inglaterra)
Jornal El Pais

Goodwood é um circuito mítico. Situado a sudoeste de Londres, abriga anualmente o Festival da Velocidade, que dá aos fãs a oportunidade de ver em ação lendários campeões mundiais de diversas categorias, entre elas a Fórmula 1. Mais de 150 mil amantes do esporte freqüentam o evento, considerado imperdível. Embora o circuito ainda não tenha completado 60 anos de história, organizou corridas das mais diversas modalidades e chegou a abrigar alguns Grandes Prêmios (G.Ps.) até 1966. Foi ali que o espanhol Fernando Alonso, que neste final de semana disputa o Grande Prêmio da Espanha em Montmeló (Barcelona), esteve há algumas semanas para se transformar no grande protagonista das hotlaps ("voltas quentes"), organizadas este ano pela Vodafone, o principal patrocinador de sua equipe, a McLaren Mercedes. O objetivo era que alguns jornalistas e vários convidados pudessem viver a experiência de viajar como um pacote ao lado do bicampeão mundial.

A prova se realizou com o impressionante Mercedes-Benz SLR McLaren de dois lugares, o carro que a escuderia pôs à disposição do espanhol para seu uso particular, com a única exceção que seu motor possui 725 cavalos. O SLR é equipado com um motor de 5,5 litros com oito cilindros em V, que oferece 650 cavalos de potência e pode superar os 300 quilômetros por hora. Uma autêntica bomba, cujos motores são fabricados na Alemanha e o chassi e a montagem se realizam no centro tecnológico de Woking, na Inglaterra. Só 600 unidades são postas à venda por ano, por um preço módico que beira os 450 mil euros. Mas se permite que os proprietários o personalizem.

Alonso subiu nesse veículo e tirou dele um pouco mais do rendimento que podia dar. "Venha, suba", ele diz, esboçando um amplo sorriso. "Você dirá quando começamos."

Na arrancada, as rodas guincham antes que o campeão decida que chegou o momento de iniciar a aventura. Quando solta o freio, o carro se transforma em um bólido que prega minhas costas no assento e sai disparado como uma flecha até alcançar uma primeira curva de quase 90 graus à esquerda, que Alonso enfrenta numa velocidade vertiginosa. Ele está concentrado na condução, embora totalmente relaxado.

"Está vendo aquele carro ali adiante? Vamos alcançá-lo."

É competitivo, não há dúvida. E de repente se concentra ainda um pouco mais, aperta o acelerador a fundo, dispara a 250 quilômetros por hora na reta, enfrenta uma curva aberta a mais de 200 e já está encostado na traseira do outro.

Quem o conduz não é qualquer um. É Chris Goodwin, um dos pilotos de provas da McLaren, que circula com outro Mercedes, o CLK 63 AMG, cujo motor oferece "só" 512 cavalos, 140 a menos que o de Alonso. Há diferença.

"Já o pegamos", diz. Quase sem lhe dar tempo para se afastar e dar o sinal de pisca-pisca, o passa como um sopro numa curva aberta à esquerda e entra quase sem tocar no freio, a 150 quilômetros por hora, na curva mais fechada à direita.
Os pneus cantam, nota-se que o carro está forçado, anda acima de suas possibilidades de aderência, e para muitos outros pilotos a situação poderia ser de emergência e acabar num acidente.

Alonso não se abala.

O controla com suas mãos prodigiosas, com ligeiros movimentos do volante e com os pedais.

"O carro reage e funciona muito bem. É um dos melhores que há no mercado", explica. "Mas, para nós, dirigir esses carros é quase uma brincadeira, apesar de correrem muito. É como para um futebolista profissional jogar uma partida de futebol de salão com amigos do colégio."

Talvez, mas para o acompanhante é muito. Jamais existe sensação de perigo, nem pensar. A segurança que o bicampeão mundial confere é absoluta. Mas em mais de uma ocasião, com as costas pregadas ao assento, encontro-me de forma inconsciente pisando forte, buscando algum pedal de freio que me permita pensar que estou fazendo algo.

"Um bom motorista poderia passar pelas curvas deste circuito com o gás a fundo, assim como eu faço", reflete o piloto. "Mas não se atreve a fazer isso, levanta o pé antes de entrar nelas. É basicamente uma questão de confiança. Para mim é tudo muito natural. Já sei como o carro vai reagir em cada circunstância. E, se me surpreender, tenho experiência suficiente para resolver a situação."

"Se o carro sai de traseira", acrescenta, "é preciso salvá-lo com o volante, mas também estar pronto para voltar a colocá-lo na posição normal, porque se não dá um empurrão para o outro lado. Com este carro, que tem tração traseira como todos os Mercedes, o controle é feito tanto com o volante como com o acelerador. Em um carro com tração dianteira, basta o volante."

As coisas teriam sido diferentes se no final tivesse aparecido a chuva que ameaçou cair sobre Goodwood durante todo o dia.
"Com chuva tudo muda. É preciso ser muito mais suave em todos os movimentos. Você não pode fazer nada brusco com o acelerador, nem com o freio, nem com o volante. Tudo em câmera lenta, porque as reações do carro são mais nervosas. Não se deve tocar o freio na curva, porque então o carro bloqueia e sai de frente. É preciso frear antes."

Tenho a impressão de que é praticamente impossível ir mais rápido por aquele traçado: à toda na maioria das curvas, com um carro quase tão potente quanto um F-1 e que tem muitas aplicações técnicas experimentadas na mais alta competição: o câmbio seqüencial no próprio volante, muito rápido e com elementos eletrônicos da Fórmula 1; o motor, semelhante ao de um bólido de alguns anos atrás; e os freios, metade carbono e metade cerâmica.

"E o mais importante", acrescenta Alonso, "este carro tem um monochassi de fibra de carbono quase indestrutível, como os que temos na F-1. É muito seguro."
Mas, segundo Alonso, na pista não tem nada a ver com um F-1.

"Meu bólido agarra 200 vezes mais. Com um Fórmula 1, todas as curvas deste circuito são feitas a fundo, e o problema é que você precisa suportar forças G preocupantes. Deve-se segurar bem o volante e fazer toda a força possível com o pescoço, porque o carro agarra mais do que seu corpo pode suportar."

Então, não tem nada a ver com a F-1. Mas voar ao lado de Alonso é de qualquer forma uma experiência inesquecível.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Agora sim, um pouco de competição...

  • Red Bull fica satisfeita com a sexta-feira - Vettel afirmou que os componentes inserido no carro para este fim de semana cumpriram muito bem o seu papel e que, com a boa quantidade de voltas completadas nas duas sessões, conseguiram dados importantes para o desenvolvimento dos acertos. Webber seguiu na mesma linha e, satisfeito com o segundo posto, só teve a lamentar um problema eletrônico no carro, sem muita gravidade. São os grandes favoritos até a uma dobradinha neste domingo pelo desempenho de hoje. É esperar pra ver se repetem-no amanhã.
  • Brawn reclama de aderência e se surpreende com RBR - primeiro foi Jenson Button que reclamou que o carro começou o dia sem apoio nas curvas e que seguem na busca de um melhor acerto. Depois, Barrichello reiterou o avanço quanto ao acerto do carro e se surpreendeu com o ritmo mostrado pela Red Bull. A Brawn vai ter muita dificuldade para acompanhar o ritmo da dupla Vettel e Webber. Mas eles sempre andam pesados na sexta e devem melhorar amanhã.
  • Hamilton esperançoso, Massa reticente, Alonso aguerrido - três dos quatro protagonistas dos últimos dois anos enxergaram o fim de semana de formas diferentes. O inglês da McLaren admitiu os problemas que o carro vive em curvas de alta mas se animou com o progresso da acerto e espera pelo melhor desempenho da temporada. Já Felipe admitiu que o objetivo de amanhã é conseguir colocar os dois carros no Q3, ressaltando a insatisfação com o desempenho nesta sexta. O bicampeão Alonso falou em batalha na classificação de amanhã e que durante o dia houve melhora, classificando a sexta-feira como normal. Talvez os três pontuem, mas estão todos longe do desempenho que estão habituados. Sendo que neste fim de semana, nenhum deles parece ter a menor chance de brigar por algo mais à frente.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Alonso cita Ferrari novamente...

  • Alonso afirmou que tem sentimento estranho pela Ferrari - o espanhol da Renault fez uma declaração de amor ao time italiano, afirmando que desde pequeno sonha em pilotar um dos carros vermelhos, assim como quase todos que estão no mundo da F1. Parece cada vez mais improvável que o espanhol não guie para a equipe de Maranello um dia. Dia esse que parece cada vez mais próximo.
  • Brawn pede vitória a Barrichello - Ross Brawn afirmou que o time de Barrichello está ansioso por uma vitória do brasileiro e que seria ótimo para o clima de toda a equipe. O inglês ainda ressaltou que não há qualquer favorecimento dentro da equipe e que q a indignação de Rubens é natural por sua competitividade. Estas declarações todas só são necessárias pela inabilidade de Barrichello em lidar com suas derrotas.
  • Um resumão da política da F1 - com pedido de Max Mosley para que as equipes se inscrevam incondicionalmente, veio à tona um acordo assinado pelos oito times rebeldes de que ninguém faria a inscrição. Porém os times responderam a carta de Mosley e a assessoria da FIA disse que a resposta não foi negativa. Amanhã a FOTA se reúne, enquanto a FIA analisa a resposta da associação. Aguardemos, pois.

sábado, 6 de junho de 2009

Rosberg admite que pode ir pra McLaren...

  • Nico Rosberg diz que há possibilidade de vestir prateado num futuro próximo - o alemão da Williams garantiu que ainda negocia com a equipe de Grove mas que, diante da indefinição do futuro da F1 e onde as equipes estarão, tem vontade de guiar para Martin Whitmarsh e que pode ser em breve. Está mais do que na cara que há uma atração mútua entre Nico e Woking. E Kovalainen, derrotado por Rosberg na GP2, está sendo atraído pela porta da rua.
  • Button e Barrichello mantém confiança - Jenson, animado apesar de perder a pole no final do treino, disse que quer quebrar o tabu de nunca alguém ter vencido um prova em Istambul sem partir da pole. E ressaltou que há pontos de ultrapassagem na pista turca e que a prova será divertida. E Barrichello ficou contente por largar no lado mais emborrachado da pista, esperando ganhar posições. A confiança de Button é invejável. E a esperança de Barrichello, de certo forma, também.
  • Pilotos da Renault reclamam - Fernando Alonso ficou decepcionado com as inovações aerodinâmicas do R26, espera uma prova difícil e já mira Silverstone. Já Piquet, eliminado no Q1, reclamou dos freios. Alonso deve estar desesperado com a letargia no desenvolvimento da Renault. E Nelsinho, quando parece que vai engrenar, emenda mais um mau resultado.
  • Brawn continua compromissada com a FOTA - enquanto duas das equipes independentes debandaram e se inscreveram incondicionalmente para a temporada 2010, a Brawn afirmou que que continua junto das demais equipes na luta contra o regulamento de 2010. Ainda me recuso a acreditar que qualquer rebelião vá dar certo. Mas que neste momento o apoio da Brawn é importante, sem dúvida que é.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mais do mesmo...

  • Mosley desafia as equipes novamente - o presidente da FIA pronunciou-se sobre a inscrição condicionada das equipes que disputam o atual campeonato. Max afirmou que dificilmente haverá tempo hábil para a assinatura de um novo Pacto da Concórdia e que não pretende ceder nas restrições orçamentárias. Claramente disse que quem faz as regras é a FIA e se os times não estiverem satisfeitos, que formem um campeonato próprio. Voltamos ao início da briga. A FOTA já está rachada, a Ferrari parece isolado e Mosley não facilita nada. Continuo achando que no ano que vem todo mundo alinha na Austrália. O pior de tudo é ficar escrevendo sobre estas bobagens, dia após dia.
  • Jack Brabham entrará na justiça contra o uso de seu nome - o australiano tricampeão da F1 que fundou sua própria equipe em meados da década de 60 afirmou através de nota que ficou surpreso por não ter sido consultado sobre o uso de seu nome na volta da equipe, que foi confirmado pelo dono da Super Aguri hoje. A família Brabham pretende acionar Franz Hilmer na justiça se o uso do nome permanecer. O mundo é cada vez mais chato. Jack Brabham já não tinha mais nada a ver com a equipe quando a mesma deixou de existir em 1992 e agora ao invés de lidar como uma homenagem a volta da equipe, resolver "melar" a tentativa de Hilmer. Uma pena.
  • MSC é o 20° time inscrito - a N. Technology, representada pela MSC, confirmou sua inscrição para a temporada 2010 da F1. O time que já correu na ETCC e na WTCC é o 20° a se inscrever para a próxima temporada, segundo a imprensa europeia. Mais uma das equipes que não sei de onde veio, muito menos pra onde vão.
  • Button rechaça favoritismo apontado por rivais - Felipe Massa afirmou que o título já é da Brawn e que no máximo Rubens Barrichello pode tentar tirá-lo do inglês. Já Alonso garantiu que Button será campeão por antecipação. Esbanjando humildade, Jenson Button ressaltou o fato de ter apenas 16 pontos de vantagem, mostrando que a preocupação está basicamente dentro da equipe. Com a recuperação da Ferrari e uma melhora da Red Bull, eu não garantiria o título para a equipe de Ross Brawn. Um favoritismo, é óbvio. O título ganho, não.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mosley se delicia com as novas inscrições...

  • Max Mosley sauda novas equipes da F1 - o presidente da FIA afirmou que a F1 depende de sangue novo para sua sobrevivência. O dirigente lembrou da trajetória de várias equipes que começaram pequenas e se tornaram gigantes, como a Sauber, que se tornou BMW e a Tyrrel, que virou BAR, Honda e finalmente Brawn. E Mosley não perdeu a oportunidade de criticar a Ferrari pelo desdém da equipe quanto aos novos times, lembrando que os italianos começaram "do nada". Max tem toda a razão. Tanto a diretoria das principais equipes, quanto a própria FIA está precisando de renovação e a entrada de novas equipes pode dar um ar mais jovial à categoria.
  • Pilotos da Renault estão otimistas - Fernando Alonso e Nelsinho Piquet se mostraram confiantes: o primeiro para o restante do campeonato e o segundo, mais modesto, para a próxima etapa. Alonso afirmou que a equipe, com a inclusão de novos componentes , voltará a lutar por pódios e vitórias na segunda metade do campeonato. Piquet afirmou que, com as inovações para a Turquia, espera se classificar entre os 10 primeiros e partir para uma estratégia agressiva e pontuar. Olhando hoje para a Renault, não consigo ver o time vencendo corridas. Mas tive a mesma impressão no ano passado e Alonso surpreendeu a todos, vencendo duas corridas. Nelsinho tem sido muito mais consistente e tem tudo para pontuar em Istambul. O que me preocupa é essa agressividade. Quando ele é agressivo, costuma errar.
  • Webber acredita que vencerá em 2009 - o piloto australiano acredita que pode vencer até mais de uma corrida pois pela primeira vez tem um carro realmente competitivo. Eu também aposto que Webber quebra seu jejum de vitórias em 2009. Tem andado muito bem, por vezes melhor que Vettel.
  • Rosberg acredita em pontos na Turquia; Nakajima ressalta sentido anti-horário da pista - Nico Rosberg acredita que a pista turca favorece aos predicados da equipe de Grove e que com as inovações pode levar vantagem sobre alguns carros que têm andado à sua frente. Já Nakajima citou o esforço sobre o pescoço dos pilotos e reiterou o favorecimento do circuito de Istambul às características da Williams. Rosberg tem me decepcionado depois da pré-temporada. Deve fazer bons treinos livres, largar entre os 10 primeiros e fazer poucos pontos. Nakajima deve se preocupar com o pescoço mesmo pois não deve nem ir pro Q3, tampouco pontuar.

sábado, 23 de maio de 2009

Terceiro treino livre - Mônaco

Como tem acontecido nos últimos treinos, a Toyota iniciou o treino livre de sábado primeiro e foi logo dominando as ações, com Truli e Glock se revezando na liderança. Mas não demorou 15 minutos e Hamilton já liderava o quadro de tempos.

Passando da metade do treino, Massa e Raikkonen já disputavam as primeiras posições, juntamente com Rubens Barrichello. O piloto da Brawn assumiu a posição por instantes e logo Rosberg apareceu e fez a melhor volta. Hamilton chegou a retomar a ponta com uma volta 0.6s mais rápida que o alemão da Williams.

No final, muita gente melhorou e o treino que vinha sendo dominado por Brawns, McLarens e Ferraris, viu Alonso dar uma demonstração de força da Renault. O espanhol de duas voltas muito rápidas e desbancou um Button até então discreto que havia acabado de conquistar o primeiro posto.

Nelsinho que vinha andando bem, estancou no final e ficou numa má 15° posição. Toyotas e BMWs ficaram com as últimas 4 posições, com um atenuante para os japoneses que sempre andam com configuração de corrida no treino livre de sábado.

Classificação completamente indefinida para daqui a pouco. Apostava em pole de Vettel mas já começo a ficar desconfiado da Red Bull pois não apareceu em nenhum treino até agora.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Massa também sai da F1 sem Ferrari,,,

  • Massa repete discurso de Alonso por equipes grandes - o brasileiro parafraseou Fernando Alonso dizendo que uma F1 sem as grandes montadoras não é a F1. Além deles, Kimi Raikkonen disse que abandona a F1 junto com a Ferrari, caso aconteça. Está claro que as equipes grandes que se opõem ao regulamento de 2010 estão usando os pilotos para pressionarem a FIA, já que Max Mosley não está dando importância às reclamações dos dirigentes.
  • Massa afima que pode ter economizado combustível à toa na Espanha - o brasileiro afirma que um erro no software do carro - e não da máquina de reabastecimento - fez com que a equipe lhe desse a ordem de economizar combustível, mesmo havendo o suficiente no tanque. Nada mais me surpreende na bagunça que virou a Ferrari.
  • Barrichello, satisfeito, fica de olho na RBR - o brasileiro afirmou que o setup do carro esteve bom desde o começo e que andou pesado, como sempre acontece com as Brawns nas sextas-feiras (quinta-feira, no caso). Mas o brasileiro fez uma ressalva de que as Red Bulls devem ser bastante fortes em Mônaco. Também aposto na equipe austríaca. A Brawn vai ter que ser perfeita para bater Vettel e Webber.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Em 2009, nem nos tribunais a Ferrari vence...

  • Tribunal dá ganho de causa à FIA - pouco tempo depois da FIA declarar que apelaria, caso perdesse nos tribunais para a Ferrari, veio o veredicto: indeferido o pedido de anulação do regulamento de 2010. O juiz considerou que a equipe italiana não tinha qualquer motivo para pedir a anulação, desconsiderando o argumento do Pacto da Concórdia. A Ferrari reiterou que deixa a F1 caso o regulamento permaneça inalterado e a FIA criticou o egoísmo da Ferrari. Grande vitória de Max Mosley. O inglês sempre consegue seus objetivos através de muito articulação política. Resta saber agora se a Ferrari vai cumprir a ameaça de abandonara a F1.
  • Alonso faz coro com a Ferrari: sem grandes montadoras, sai da F1 - o espanhol foi duro ao dizer que a F1 deixaria de ser interessante e que não somente ele, mas a maioria dos pilotos deixaria a categoria se o campeonato fosse tomado por equipes sem expressão. Vettel e Massa também demonstraram seu descontentamento com as novas regras. A esmagadora maioria dos pilotos detesta a politicagem da F1. Por ele, apenas pilotariam e receberiam. E o público também não está mais aguentando esta discussão que não leva a lugar nenhum. Que tudo se solucione logo.
  • Quatro novos times estariam interessados na F1 - por conta do teto orçamentário, a Campos, equipe da GP2, Epsilon Euskadi e RML, equipes de turismo e o ex-projetista da Benneton Nick Wirth estão cogitando se inscrever no campeonato de 2010, segundo a revista especializada "Autosport". Em compensação, uma das equipes cogitadas para o ano que vem, a Addax, descartou seu ingresso. Muito boato, pouca coisa concreta. Até agora somente a Lola veio a público confirmar oficialmente sua inscrição. Temos mais uma semana para ver quem realmente tem intenções sérias para com a F1.